A destinação final do lixo é um assunto muito sério, sobretudo no Brasil, onde cerca de 28% dos municípios ainda não dispõem de aterros sanitários adequados.

No país, a maior parte do lixo gerado pela população é conduzida para lixões, aterros controlados e aterros sanitários.

Saber como funciona cada uma dessas formas de disposição do lixo é muito importante para os profissionais que atuam com gestão ambiental, a fim de que possam orientar os geradores de resíduos da melhor forma possível.

Pensando nisso, neste texto, explicamos como funciona tanto um aterro sanitário quanto um aterro controlado. Então, siga com a leitura e conheça mais sobre o assunto!

O que é um aterro sanitário?

Em linhas gerais, aterros são áreas controladas. Por isso, são diferentes dos lixões, que não possuem nenhum tipo de controle que impeça a contaminação do solo e da atmosfera pelos gases e líquidos liberados pelo processo de decomposição dos resíduos.

Os aterros sanitários são áreas nas quais há a impermeabilização do solo para evitar que o chorume e outras substâncias químicas, como metais pesados, penetrem no solo, contaminando o meio ambiente. Além disso, em aterros sanitários, o lixo é compactado e coberto com uma camada de terra, o que impede que os gases gerados pelo processo de decomposição sejam liberados na atmosfera.

Os aterros sanitários possuem ainda um sistema de drenagem utilizado para recolher o chorume (líquido gerado no processo de decomposição), que é conduzido para tratamento e neutralização, evitando riscos de contaminação ao meio ambiente.

Outro importante fator de controle da poluição que está presente nos aterros sanitários é o sistema de captação de gases tóxicos, que passam por um processo de queima e tratamento antes de serem liberados na atmosfera.

O que é um aterro controlado?

Diferentemente do aterro sanitário, o aterro controlado não tem o solo impermeabilizado, de forma que não é tão eficiente no controle da poluição. Além do mais, o aterro controlado não conta com sistema de captação de chorume e gases tóxicos.

Apesar disso, o aterro controlado é mais vantajoso que um lixão. Isso porque, o lixo é depositado de forma controlada, sendo compactado e recoberto por uma camada de terra, o que reduz o impacto tanto dos efluentes líquidos como também da emissão de gases tóxicos.

Os aterros controlados geralmente são construídos ao lado de lixões como uma forma de amenizar os problemas gerados pelo lixo depositado a céu aberto. Porém, ainda que atenuem alguns impactos ambientais, eles não são a forma ideal de disposição final do lixo.

Como funciona o processo de construção e instalação de um aterro sanitário?

A construção de um aterro sanitário exige uma série de cuidados. A área utilizada para a deposição do lixo urbano precisa ser grande o bastante para comportar essa atividade e deve estar em local seguro, que não ofereça riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

São candidatas a receber um aterro áreas com as seguintes características:

– Baixa densidade populacional;

– Distantes de rios e nascentes;

– Distantes de Unidades de Conservação;

– Distantes de terras indígenas e quilombolas;

– Baixo valor de mercado;

– Proximidade às vias de acesso;

– Localização em área de subsolo rico em argilas.

Definida a área para implantação do aterro, é preciso providenciar a elaboração de um projeto de implantação que leve em consideração a legislação e as normas técnicas vigentes. Com o projeto pronto, é preciso submetê-lo ao processo de licenciamento ambiental e providenciar o atendimento às condicionantes que podem ser apontadas pelo órgão ambiental competente. Outro ponto que deve ser levado em consideração para o funcionamento de um aterro sanitário, é o plano de encerramento do aterro após o fim de sua vida útil.

Como preservar os aterros existentes?

Como podemos observar, o processo de construção de um aterro sanitário é bastante delicado, e essa é uma das razões que levam à existência de um grande número de aterros controlados — embora eles estejam longe de ser o destino ideal para o lixo.

Porém, mesmo no caso dos aterros sanitários, é preciso considerar que o próprio processo de construção envolve um considerável nível de impacto ambiental, na medida em que requer o desmatamento da área e uma série de alterações no ambiente.

Por esse motivo, o espaço disponível nos aterros já existentes deve ser valorizado e destinado exclusivamente para o lixo, ou seja, para os materiais que não possam ser reaproveitados por meio da reciclagem ou da compostagem.

Logo, manter um bom gerenciamento dos resíduos em condomínios, empresas, órgãos públicos e até mesmo residências é o passo mais importante para, em primeiro lugar, reduzir a quantidade de material enviada para o aterro sanitário, o aterro controlado ou lixões e, em segundo lugar, garantir que os aterros sanitários disponíveis tenham o máximo de vida útil possível.

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