Nos últimos anos, o mercado brasileiro passou a oferecer uma diversidade de modelos e formatos de lâmpadas acessíveis ao consumidor. Além de serem utilizadas em projetos de iluminação, as lâmpadas passaram a integrar os mais variados estilos de decoração. Contudo, apesar das transformações do mercado, o cuidado na hora do descarte de lâmpadas ainda continua o mesmo: nada de descartá-las junto ao lixo comum.

Neste texto, vamos explicar por que mesmo com a evolução das tecnologias de iluminação as lâmpadas continuam representando um risco ao meio ambiente e o que os consumidores devem fazer para garantir uma destinação ecologicamente adequada. Então, continue conosco e saiba mais!

Entenda quais são os modelos de lâmpadas utilizadas no Brasil

Por muitos anos, a lâmpada incandescente foi a mais utilizada no país. Presente em residências e empresas, essas lâmpadas, aos poucos, estão sendo substituídas por modelos mais econômicos desde 2016, quando sua venda foi proibida no país.

Apesar de não conter metais pesados em sua constituição, a lâmpada incandescente foi proibida em razão de sua baixa eficiência energética, o que prejudicava o bolso do consumidor e contribuía com a sobrecarga do sistema elétrico do país.

Além disso, a lâmpada incandescente tinha uma vida útil de cerca de 1.000 horas — muito inferior às lâmpadas fluorescentes, que duram até 15 mil horas, ou às lâmpadas de LED, que duram até 25 mil horas. O aumento da vida útil representa uma redução na frequência do descarte desse material, o que já contribui para a gestão de resíduos no país.

Saiba por que é importante destinar corretamente lâmpadas usadas

As lâmpadas são compostas por metais, vidros e plásticos. Como esses materiais são de difícil decomposição, o descarte em aterros sanitários não é indicado. Portanto, o ideal é enviar esse resíduo para locais que consigam reutilizar os componentes.

Mas o maior risco do descarte incorreto envolve as lâmpadas fluorescentes, que, além de vidro e metal, contêm mercúrio em sua composição — uma substância tóxica que pode causar problemas de saúde em humanos e animais.

Ao chegar no final de sua vida útil, esse modelo de lâmpada deve ser encaminhado para locais que realizam a reciclagem do material e recolhem o mercúrio, reinserindo-o no mercado como matéria-prima.

Conheça os riscos envolvidos no descarte incorreto de lâmpadas

No caso da lâmpada fluorescente, o principal risco está na contaminação do solo e lençóis freáticos por mercúrio. Ao ser absorvido por animais, o mercúrio se torna orgânico, tornando difícil sua erradicação.

Os animais contaminados por mercúrio contaminam toda a cadeia alimentar da qual fazem parte, inclusive os seres humanos. Ao ser absorvido pelo corpo humano, o mercúrio pode provocar doenças no fígado, nos rins e ainda nos sistemas nervoso e reprodutivo. Outro risco da liberação de mercúrio na natureza é que essa substância é muito volátil. Ao evaporar, o mercúrio se mistura às nuvens e precipita com as chuvas, refletindo em impacto ambiental negativo.

Já as lâmpadas incandescentes e de LED, apesar de não serem constituídas por metais pesados, oferecem riscos na medida em que são formadas por materiais que podem demorar de centenas a milhões de anos para se decompor, como é o caso do vidro. Logo, é preciso planejar o seu descarte e garantir a reciclagem sempre que for possível.

Fique por dentro de como o descarte de lâmpadas deve ser feito

Para realizar o descarte de lâmpadas, o primeiro passo é identificar o modelo que está sendo descartado e avaliar as condições nas quais se encontra a lâmpada. Por exemplo, ao descartar lâmpadas quebradas, para evitar que os funcionários da coleta sofram acidentes de trabalho ao manusear o material, recomenda-se descartar as lâmpadas embaladas em jornal ou dentro de recipientes como garrafas PET.

No caso de lâmpadas fluorescentes quebradas, o cuidado deve ser ainda maior. O indicado é que os pedaços da lâmpada sejam descartados dentro de garrafas PET ou embalagens Tetrapak, fechadas com fita adesiva para evitar a contaminação por mercúrio.

O local onde a lâmpada quebrou precisa ser limpo com cuidado, de preferência com o auxílio de papel toalha úmido, para evitar que pedaços de vidro fiquem para trás. Evite utilizar o aspirador de pó para não espalhar ainda mais os resíduos de mercúrio e também, que crianças e animais domésticos tenham contato com os pedaços da lâmpada quebrada.

Qualquer tipo de lâmpada, estejam elas quebradas ou não, devem ser descartadas nos Pontos de Entrega Voluntária (PEV) mais próximo. Apesar de São Paulo contar com um serviço de coleta seletiva que atende grande parte do município, é importante que as lâmpadas sejam levadas até os PEV, sobretudo no caso das lâmpadas fluorescentes, de modo a evitar acidentes.

No caso de empresas que são atendidas por serviço de coleta particular, como o da Translix, as lâmpadas podem ser entregues aos profissionais especializados, que possui treinamento para manusear esse tipo de resíduo perigoso.

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