Você sabia que, da mesma maneira que o lixo descartado é constituído por uma ampla variedade de tipos de materiais, existem diferentes formas de tratamento para cada um deles?

Estar consciente das características que constituem o lixo gerado pelo seu negócio e como ele deve ser tratado é essencial para implantar uma gestão de resíduos de qualidade.

Neste texto, vamos falar sobre as características dos resíduos inertes e como eles devem ser tratados. Esse tipo de rejeito é produzido pelas mais variadas atividades econômicas, portanto, saber identificar e classificar esse resíduo é bastante importante para gestores e empresários. Continue a leitura e saiba mais!

Qual é a forma de classificação dos resíduos sólidos?

Os critérios para classificação dos resíduos sólidos são definidos pela NBR 10004/2004. De acordo com ela, os resíduos são classificados, primeiramente, entre perigosos e não perigosos. Os resíduos não perigosos recebem ainda uma segunda classificação: inertes e não inertes.

Resíduos Classe I — perigosos

Também conhecidos como resíduos perigosos, são aqueles que por suas características físico-químicas podem colocar em risco a vida da população e causar graves danos ao meio ambiente. Para serem considerados perigosos, os resíduos devem apresentar alguma destas características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Os cuidados com a destinação correta dos resíduos perigosos começam no transporte, que deve ser realizado apenas por empresas de coleta devidamente autorizadas pelos órgãos reguladores vigentes. A neutralização desse material também deve ser realizada por empresas capacitadas para lidar com esse tipo de resíduo.

Resíduos Classe II A — não perigosos e não inertes

Os resíduos não perigosos e não inertes são aqueles que não apresentam nenhuma das características dos resíduos Classe I, como inflamabilidade, corrosividade, etc. Mas, em que pese a sua não periculosidade, esses materiais têm como característica sofrer alterações em sua estrutura físico-química quando expostos a variações climáticas, sol e chuva. Além de biodegradáveis, eles podem ser solúveis em água e combustíveis.

Entre os resíduos não perigosos e não inertes estão:

– Lixo orgânico;

– Madeiras;

– Plástico;

– Garrafas PET.

Apesar de não apresentarem risco direto para a saúde humana e para o meio ambiente, esse tipo de rejeito requer cuidado e tratamento adequados para ser descartado. O seu acúmulo em áreas inadequadas pode levar à contaminação dos recursos naturais, como é o caso do descarte irregular de material orgânico.

Resíduos Classe II B — não perigosos e inertes

Assim como os resíduos Classe II A, os resíduos inertes não são considerados perigosos e nem oferecem risco direto ao meio ambiente e à saúde pública. Porém, em comparação aos não inertes, os resíduos inertes não sofrem mudanças na sua constituição físico-química quando expostos ao meio ambiente e não são solúveis em água e nem biodegradáveis.

São exemplos desse tipo de material:

– Entulhos de demolição — areia, pedra e sucatas de ferro;

– Recicláveis — borracha, latas de alumínio, vidro e isopor.

Apesar de não serem potencialmente poluentes, esse tipo de resíduo requer atenção especial. Diferentemente dos resíduos Classe II A que podem ser biologicamente decompostos por processos naturais — ainda que materiais como o plástico demorem séculos para serem completamente deteriorados —, eles não se decompõem. Por isso, um cuidado redobrado é necessário.

Como os resíduos inertes devem ser tratados?

Correta disposição

Uma das principais fontes de resíduos inertes é o setor da construção civil. Basta pensar no boom imobiliário vivido pelo Brasil nos últimos anos para imaginar o impacto ambiental de toneladas de resíduos oriundos dos canteiros de obras.

De acordo com a Resolução Nº 307/2002 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), esse tipo de resíduo não pode ser disposto em aterros de resíduos sólidos urbanos, necessitando de áreas especiais para a sua deposição. Portanto, para evitar problemas com a legislação ambiental, é importante procurar por empresas de coleta como a Translix. Isso porque ela trabalha com o gerenciamento de resíduos da construção civil, realizando o acondicionamento, o transporte e a destinação adequados desse material.

Reciclagem

A forma mais adequada de tratar os resíduos inertes é por meio da reciclagem. No Brasil, as latas de alumínio, amplamente produzidas e consumidas no país, possuem uma alta taxa de reciclagem.

De acordo com reportagem publicada na Folha de São Paulo, em 2016, foram reciclados 98,4% desse tipo de rejeito, deixando o país acima da média mundial, que é de 75%. Vale ressaltar que o alumínio é um material que desperta bastante interesse por parte da indústria em reciclá-lo, já que suas características físicas permitem que ele seja reaproveitado sem perder suas qualidades primárias.

O exemplo das latinhas de alumínios deve ser seguido na reciclagem de outros resíduos inertes, como os vidros, que também possuem alta capacidade de reutilização e de reciclagem pela indústria, gerando produtos novos de alta qualidade.

Para garantir a reciclagem dos materiais produzidos pela sua empresa, é importante contar com uma parceira como a Translix, que atua no setor de reciclagem há 40 anos. Além de segregar e tratar esse material, é importante garantir a reinserção desses resíduos no mercado produtivo, evitando que eles acabem parando nos aterros sanitários ou, até mesmo, em lixões.

Por isso, contar com uma empresa como a Translix é a forma mais fácil e segura de garantir que os resíduos da sua companhia, incluindo os resíduos inertes, sejam, de fato, reciclados. Entre em contato conosco e conheça mais sobre as soluções que temos para você!

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